21 Apr 2007
1979 II | [deixe um comentário]

Não quero amar! Não, não posso mais sentir, me deixar possuir por uma coisa sem sentido. Veja o rumo das coisas, veja no que eu me tornei... Não posso prosseguir; gostaria de não crescer para não entender o que esta palavra (amar, amor) significa... Diria, que é tudo por ser "adulto", não simplesmente porque existe. Não quero buscar um consolo em uma "relação a dois", que prejudica e maltrata as outras coisas, que interfere no comportamento delas. Não quero ter uma pessoa para perder a minha própria identidade; não quero ter alguém ao meu lado que me impeça de ver estrelas, de dar risos... Não consigo partir do princípio do amar e não continuar, transgredir, sem ver o possível rumo que este efeito, tão maligno, causará. Não sei o porquê as pessoas se unem para prejudicar a vida de pessoas as quais nem pediram para nascer. Eu ODEIO tudo isto que está acontecendo, eu estou odiando... Mas eu não odeio por mim, eu odeio por ela e, se ela soubesse o quanto eu a amo, ela jamais agiria daquele jeito. Se ela soubesse o quanto eu viso protegê-la, ela... Bem, mas ela ainda é nova, quando possuir maturidade vai entender o que eu estou querendo dizer... Mas agora, agora está tudo tão confuso, seria todo este "ódio reinante" fruto de um amor fulminante? Se as coisas boas terminam assim, prefiro não começá-las...



21 May 2007
Sem sentido ._. | [deixe um comentário]

Têm-se constituído em minha vida, o mais crucial dos dilemas, o dilema que atormenta. Movimenta-se nas minhas inúmeras, intensas e pequenas partículas, a causa dos meus dias, o sentido da minha vida. Não entendo por ser necessário, mas confesso que, neste momento, a presença é essencial. Enxergo e percebo as flores do meu horizonte, as estrelas da minha razão e, espinhos jorrados de sangue sobre as minhas emoções. Seria este o meu fim? São tantos os questionamentos, são tantas as disputas; fico a mercê (somente) em encontrar por algum acaso, a vitória, a glória. Mas de nada adiantaria esta, sem um sentido mais intenso, um sentido que simplesmente fizesse sentido às coisas que me compõem. Sentir as vozes dos ventos, é manter a minha essência pura, imune de trapassas e atitudes de mal-caráter. E por este caminho, que agora se faz longo, a Deusa me guia como filha, e eu agradeço todos os dias, por tudo o que ela tem me proporcionado, mesmo que seja pouco aos olhos humanos. Agradeço por ainda estar viva, depois de tantas tempestades sob os meus sonhos, ilusões; agradeço por estar aqui, ainda que sozinha, mas alegre. Não mais agradeço por conta das coisas que já possuo, mas também, pelas coisas as quais eu ainda vou possuir. E fico aqui, questionando nas horas, contando os compassos das dúvidas, dançando com as decepções e, gritando em silêncio, as minhas alegrias.


10 Jun 2007
Querido, eterno e insano amor | [deixe um comentário]

Eu sou assim! Por hora sem norte, no sempre, sem sorte, assim desse jeito. E desse jeito é que levo; quem levo para os horizontes da vida? E desse jeito que engano a vaguidão dos devaneios, a imensidade para o menor e para o maior das coisas. São imensidades diferentes, opostas, mas que ainda sim conservam a beleza das imensidades. Desse jeito, é que estou, ainda achando que sou, oras, assim! Dos segundos que guardo, o passado apago para não mais lembrar dos dias em que o dia não sorria para mim. Fico aqui, sou e estou assim, brincando com a proeza das palavras, com o norteamento dos versos, com as folhas das pétalas que compõe o jardim que você não está mais. E onde está? E se eu estou agora, se eu sou agora é porque não está! Senti na euforia dos momentos, dos toques ternos, algo que há muito não sentia, via. Porque despertastes este monstro que habitava em mim? Porque acordastes os versos das palavras que por horas, por dias, meses, enfim, estiveram calmos? Estariam calmos pela sua espera? Como conseguistes? És um insensato, insano, mundano... Não sei que mal há em mim que me faz gostar tanto do bem que me fazes, não sei. Seria a renuncia da existência, a inexistência deste vício que consome, a presença dos teus olhos, a vaguidão dos meus segredos, as estrelas que compõem a imensidão do que eu sinto por ti....


02 Jul 2007
Imagens | [deixe um comentário]

Nunca fui nenhuma artista, especialista ou estudiosa de fotografias, mas acontece que, ultimamente, as imagens têem me intrigado em demasia. Essas, por sua vez, me perseguem e coexistem com a minha realidade. De certo que andei vendo fotografias demais esta semana, mas elas me intrigam... É como se o tempo fosse parado naquele instante; poderia passar horas imaginando e pensando “O que aquelas pessoas estariam pensando, fazendo?”. Não entendo ainda o porquê das fotografias. Parar aquele instante! Sim, é somente um instante, mas toda uma vida é composta de instantes. Parece que todas as pessoas, as coisas que se encontram estampadas “naquelas fotografias” quiseram parar o tempo, quiseram mostrar algo e por fim, quiseram de fato serem lembradas. Seria tão importante assim ser lembrado? Eu não sei... Aqueles olhares me transmitem tanta coisa, aqueles risos, aqueles lugares... É como se eu já estivesse passado por lá em uma outra vida, instante.

Por falar em lugares que passei, ultimamente tenho sonhado bastante com lugares desconhecidos. Eu sei, são sonhos, mas as imagens são perfeitas, posso vê-las transitar sobre os meus pensamentos. A minha imaginação não criou aquilo! Eu já estive lá, eu sei. Aquele elevador de água, que descia com pressa para um chão montanhoso; aquelas escadas que refletiam dias tão ensolarados; aquele quarto com janelas tão bonitas que davam a um jardim cheio de água, com galhos e espinhos; aquela porta com escadinha no cantinho; aquele cemitério tão familiar; aqueles lugares enfim... aquelas pessoas. Eu sei que eu as conheço! Era real demais. Por favor, não me intitulem louca, é verdade o que digo. Pode parecer bizarro, mas ultimamente os meus sonhos têem nutrido a minha realidade de sentimentos ásperos. Nem sei o que sinto (na verdade sei), mas é algo tão intenso quanto os sonhos que tenho. Detesto febre de loucuras, noites vazias e falta de um alguém para contar as estrelas...


07 Jul 2007
Do nada... sabe? | [deixe um comentário]

Foi assim. Meio de repente, do nada, assim por acaso. Saímos do meio daquela multidão de drogados, descemos a rua da faculdade. Fui parar em um bairro que nem sei, mas até que ele foi gentil. Conversamos sobre tudo. Dizia a ele "que diabos estou fazendo com você outra vez?". Ele fedia a benzina. Usava roupas rasgadas, sujas e tinha um moicano enorme. Era punk.

Não era nada como Sid e Nancy, nada como Christiane F. e Detlef; mas é parecido. Não escolhemos a quem amar, não escolhemos a realidade do oposto. É tão estranho. Uma gótica, um punk do subúrbio... São pessoas tão diferentes. Ah, mas é tão bom gostar do que é diferente...


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Love Song é um blog que a conta a história de amor vivida por dois adolescentes que se conheceram, por acaso, aos 16 anos de idade. A trama se passa em São Paulo (ou qualquer outra cidade grande) e narra, em cada postagem, os conflitos vividos pela personagem, desde o primeiro beijo até o dia em que descobre que o amor da sua vida está internado em um sanatório. A história foi baseada em fatos reais, mas os relatos aqui descritos podem ser reais ou não, dependendo somente da perspectiva do leitor. As postagens mais antigas foram excluídas. Data original de criação do blog: novembro de 2005.


Eu já fui operada várias vezes
Fiz várias operações
Sou toda operada
Operei o cérebro, principalmente

Eu pensei que ia acusar
Se eu tenho alguma coisa no cérebro
Não, acusou que eu tenho cérebro
Um aparelho que pensa bem pensado
Que pensa positivo
E que é ligado a outro que não pensa
Que não é capaz de pensar nada e nem trabalhar

Eles arrancaram o que está pensando
E o que está sem pensar
E foram examinar esse aparelho de pensar e não pensar
Ligados um ao outro na minha cabeça, no meu cérebro

Estudar fora da cabeça
Funcionar em cima da mesa
Eles estudando fora da minha cabeça
Eu já estou nesse ponto de estudo, de categoria